A uretrotomia interna é um procedimento minimamente invasivo utilizado no tratamento da estenose uretral, o estreitamento do canal que conduz a urina da bexiga para o exterior. Por ser realizada de forma endoscópica (sem cortes externos), é geralmente a primeira opção de tratamento nos casos de estenose de curta extensão e localização favorável.
O procedimento consiste na introdução de um instrumento óptico fino pela uretra (uretrotomo), que permite ao cirurgião visualizar diretamente o ponto de estreitamento. Com o auxílio de uma lâmina fria ou de um laser, a estenose é incisada, ampliando o calibre do canal urinário. O procedimento é realizado sob anestesia geral ou raquidiana, em ambiente hospitalar, e tem duração média de 20 a 30 minutos.
Após o procedimento, é comum a permanência de uma sonda uretral por alguns dias, para manter a uretra aberta durante a cicatrização inicial. O retorno para casa ocorre em geral no mesmo dia ou no dia seguinte, e as atividades cotidianas podem ser retomadas rapidamente.
É importante que o paciente compreenda que a uretrotomia interna tem altas taxas de sucesso imediato (melhora do fluxo urinário logo após o procedimento), mas taxas de recorrência significativas a médio e longo prazo, especialmente para estenoses mais extensas. Nesses casos, pode ser necessário repetir o procedimento ou avançar para uma cirurgia reconstrutiva mais definitiva (uretroplastia).
O acompanhamento regular após a uretrotomia é fundamental. O médico pode solicitar urofluxometrias periódicas para monitorar o calibre do fluxo urinário e detectar precocemente qualquer sinal de recorrência da estenose.
Converse com seu urologista sobre as expectativas do tratamento, as alternativas disponíveis e a importância do seguimento a longo prazo.