A biópsia peniana é um procedimento diagnóstico realizado para analisar uma amostra de tecido do pênis ao microscópio, com o objetivo de identificar a natureza de uma lesão suspeita. Apesar do nome soar assustador, trata-se de um procedimento ambulatorial, realizado com anestesia local, rápido e com mínimo desconforto.
A indicação da biópsia peniana ocorre quando há lesões sem diagnóstico clínico definido, que não respondem ao tratamento esperado ou que apresentam características suspeitas para neoplasia (tumor). Entre as situações mais comuns estão lesões avermelhadas persistentes na glande ou no prepúcio, verrugas ou pápulas causadas pelo HPV, úlceras que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas (como no líquen escleroso), nódulos de crescimento progressivo e suspeita de carcinoma in situ (estágio inicial do câncer de pênis).
O procedimento é realizado no consultório ou em centro cirúrgico ambulatorial. Após aplicação de anestesia local, o médico retira uma pequena amostra da lesão (biópsia incisional) ou, quando a lesão é pequena, pode retirá-la por completo (biópsia excisional). O material é enviado ao laboratório de patologia para análise, e o resultado geralmente fica disponível em alguns dias a duas semanas. Nos casos de suspeita de HPV encaminhamos também para exame de DNA do HPV.
A realização da biópsia é fundamental para evitar dois erros opostos: tratar como benigno algo que é maligno, e tratar desnecessariamente uma lesão que é completamente benigna. Nenhum tratamento cirúrgico ampliado deve ser iniciado sem confirmação histopatológica.
A recuperação após a biópsia é rápida. Pode haver algum desconforto local nos primeiros dias, facilmente controlado com analgésicos simples. O retorno às atividades habituais ocorre em poucos dias, e o retorno às relações sexuais é liberado quando a cicatrização estiver completa.
Se você possui indicação de uma biópsia peniana, não postergue o procedimento: o resultado é o que vai guiar o tratamento correto e dar a você a resposta que precisa.