A pedra no ureter, ou ureterolitíase, ocorre quando um cálculo formado nos rins migra para o ureter, o fino tubo muscular que conduz a urina do rim até a bexiga. Esse deslocamento é o principal responsável pela cólica renal, uma das dores mais intensas descritas na medicina, e representa uma urgência urológica quando acompanhada de infecção, obstrução completa ou dor incontrolável.
O ureter tem aproximadamente 25 a 30 centímetros de comprimento e possui alguns pontos naturalmente mais estreitos, onde os cálculos têm maior probabilidade de ficar retidos. O ponto mais estreito é a junção ureterovesical (onde o ureter entra na bexiga), sendo o local de retenção mais frequente, em seguida vem o local do ureter que cruza os vasos ilíacos e mais inferiormente a entrada do ureter na bexiga.
A cólica ureteral clássica é descrita como uma dor intensa em cólica, que começa na região lombar ou no flanco e irradia para a virilha, o testículo (no homem) ou a grande lábio (na mulher), acompanhada de agitação, sudorese, náuseas e vômitos. O paciente com cólica renal não encontra posição que alivie a dor e fica extremamente inquieto.
A presença de febre associada à cólica é sinal de alerta para infecção urinária obstrutiva, uma emergência médica que exige atenção imediata, pois pode evoluir para sepse se não tratada prontamente.
O diagnóstico é confirmado por tomografia de abdômen sem contraste, que identifica o cálculo, seu tamanho, localização exata e o grau de obstrução do fluxo urinário. O tratamento inicial consiste em analgesia adequada, anti-inflamatórios e hidratação. Medicamentos que relaxam a musculatura do ureter podem facilitar a eliminação espontânea de cálculos menores. Cálculos maiores podem necessitar de ureteroscopia com laser ou outras intervenções.
Diante de qualquer episódio de cólica renal, procure atendimento médico sem demora.