Câncer de Pênis

O câncer de pênis é uma doença relativamente rara, mas com grande impacto na vida do paciente quando diagnosticado tardiamente. O Brasil apresenta uma das maiores taxas mundiais de incidência desse tumor, e o diagnóstico precoce é fundamental para preservar o órgão e garantir boas perspectivas de cura.

O câncer de pênis se origina, na maioria dos casos, na pele que recobre a glande (cabeça do pênis) ou o prepúcio. O principal agente associado ao seu desenvolvimento é o papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco, como o HPV 16 e o HPV 18. Outros fatores de risco incluem fimose, higiene inadequada, tabagismo e lesões inflamatórias crônicas.

Os sintomas iniciais costumam ser sutis e facilmente confundidos com outras condições: uma área avermelhada, ferida que não cicatriza, nódulo, verruga ou placa esbranquiçada no pênis. Com a evolução da doença, podem surgir secreção com mau cheiro, sangramento e aumento dos gânglios na virilha.

Um ponto importante é que muitos homens evitam procurar o médico por vergonha ou medo, adiando o diagnóstico. Qualquer lesão no pênis que persista por mais de quatro semanas sem cicatrizar deve ser avaliada por um especialista, sem exceção.

O diagnóstico é confirmado por biópsia da lesão. O tratamento varia conforme o estágio e pode incluir desde a remoção local da lesão, quando o tumor é pequeno e superficial, até cirurgias mais amplas nos casos avançados. A amputação parcial ou total do pênis, antes muito frequente, é cada vez menos necessária graças ao diagnóstico precoce e às técnicas cirúrgicas modernas.

A vacinação contra o HPV está disponível no calendário vacinal brasileiro e é uma medida preventiva importante. A higiene íntima adequada e o tratamento da fimose também reduzem o risco. Não deixe para amanhã a avaliação de uma lesão suspeita.

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