Câncer de Bexiga

O câncer de bexiga é um dos tumores urológicos mais frequentes, e o tabagismo é, de longe, o principal fator de risco: fumantes têm risco duas a três vezes maior de desenvolver a doença em comparação a não fumantes. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de bexiga apresenta ótimas perspectivas de tratamento e controle.

A bexiga é o órgão responsável por armazenar a urina produzida pelos rins antes de ser eliminada. Quando células do revestimento interno da bexiga passam a se multiplicar de forma desordenada, surge o tumor vesical.

O sinal de alerta mais importante é o sangue na urina, chamado de hematúria. Muitas vezes, o sangramento é visível a olho nu (urina com coloração avermelhada ou amarronzada), mas pode também ser detectado apenas em exame de urina de rotina. Outros sintomas incluem ardência ao urinar, vontade frequente e urgente de urinar, retenção urinária aguda por obstrução por coágulos necessitando sondagem e, em casos mais avançados, dor pélvica.

Além do tabagismo, outros fatores de risco incluem exposição a certos produtos químicos (como anilinas e benzeno), histórico familiar, infecções urinárias de repetição e uso prolongado de alguns medicamentos.

O diagnóstico é feito pela combinação de exame de urina (citologia urinária), exames de imagem e cistoscopia, um procedimento no qual o médico visualiza o interior da bexiga por meio de um instrumento fino introduzido pela uretra. O tratamento depende do estágio do tumor: tumores superficiais são tratados por ressecção endoscópica (via cistoscopia) e imunoterapia, sem necessidade de corte; tumores mais avançados podem exigir radioterapia, quimioterapia ou, cirurgias remoção da bexiga.

Qualquer episódio de sangue na urina, mesmo que ocorra uma única vez e desapareça espontaneamente, deve ser investigado por um urologista. Essa é uma regra sem exceção.

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