O câncer de rim, conhecido como carcinoma de células renais, é um tumor maligno que se origina nas células do parênquima renal. Representa uma doença com incidência crescente no Brasil e no mundo, sendo mais frequente em homens do que em mulheres.
Os rins são dois órgãos localizados na parte posterior do abdômen, responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas pela urina e regular o equilíbrio de líquidos e minerais no organismo. Quando células do rim passam a se multiplicar de forma anormal, forma-se o tumor renal.
Uma das características mais marcantes do câncer de rim é que, na maioria dos casos, ele não causa sintomas nas fases iniciais. Hoje, mais da metade dos casos é diagnosticada incidentalmente, ou seja, durante exames de imagem (ultrassom ou tomografia) solicitados por outros motivos. Quando surgem, os sintomas mais comuns incluem sangue na urina, dor na região lombar, massa palpável no abdômen, cansaço persistente e perda de peso sem causa aparente.
Entre os fatores de risco estão o tabagismo (um dos mais importantes), obesidade, hipertensão arterial, uso prolongado de analgésicos e histórico familiar da doença. Certas condições genéticas, como a doença de Von Hippel-Lindau, também aumentam o risco.
O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, que permitem avaliar as características do tumor, seu tamanho e possível extensão. O tratamento de escolha na maioria dos casos é a cirurgia, que pode ser realizada para remover apenas o tumor (nefrectomia parcial) ou todo o rim (nefrectomia total), sempre que possível por via minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica).
Adotar hábitos de vida saudáveis, especialmente parar de fumar e manter o peso adequado, é a principal forma de prevenção. Diante de qualquer sintoma suspeito ou resultado alterado em exame de imagem, a avaliação urológica deve ser buscada sem demora.