Fatores de risco associados ao HPV
A infecção pelo HPV é extremamente comum e pode ocorrer em qualquer pessoa sexualmente ativa. Estima-se que a maioria da população entre em contato com o vírus em algum momento da vida.
No entanto, alguns fatores podem aumentar o risco de adquirir a infecção, favorecer sua persistência no organismo e aumentar a chance de desenvolvimento de lesões precursoras do câncer.
Fatores que aumentam o risco de adquirir o HPV
- Início precoce da vida sexual.
- Múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida.
- Parceiro(a) com múltiplos parceiros(as) sexuais.
- Relações sexuais sem preservativo.
- Histórico prévio de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
- Não ter sido vacinado contra o HPV.
- Idade mais jovem, devido à maior exposição ao vírus.
- Tricotomia genital frequente, especialmente por raspagem, que pode causar microtraumas na barreira epitelial e favorecer a auto inoculação viral.
Fatores que aumentam o risco de persistência da infecção e progressão das lesões
Na maioria das pessoas, o sistema imunológico consegue eliminar ou controlar a infecção pelo HPV espontaneamente. Entretanto, alguns fatores podem dificultar essa eliminação:
- Tabagismo.
- Infecção pelo HIV.
- Uso prolongado de corticosteróides ou outros medicamentos imunossupressores.
- Quimioterapia, transplantes de órgãos e outras condições associadas à imunossupressão.
- Excesso de prepúcio, fimose e episódios recorrentes de balanite, que podem favorecer a persistência da infecção pelo HPV na região genital masculina.
- Coinfecção com outras ISTs.
- Persistência da infecção por tipos de HPV de alto risco.
- Alterações da microbiota vaginal, como vaginose bacteriana, que podem comprometer a imunidade local e favorecer a persistência da infecção.
- Tricotomia genital frequente, que pode causar microtraumas repetitivos, favorecer foliculite e comprometer a imunidade local, potencialmente contribuindo para a recidiva das lesões.
- Uso prolongado de anticoncepcionais hormonais em mulheres com infecção persistente por HPV de alto risco, associado em alguns estudos a maior risco de progressão para câncer do colo do útero — sem, no entanto, aumentar o risco de adquirir a infecção pelo HPV.
A presença de um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa irá desenvolver lesões ou câncer. O acompanhamento médico regular, a vacinação contra o HPV e a adoção de hábitos saudáveis são fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce.