Ministério da Saúde diz que mais de 20 milhões de crianças e adolescentes devem se vacinar contra HPV

Órgão lançou campanha de vacinação nesta terça-feira (4). Câncer de colo de útero é o quarto que mais mata mulheres no Brasil e pode ser prevenido com a vacina.

 

Vacina contra HPV: Ministério da Saúde lança nova campanha — Foto: Ascom Sespa

Vacina contra HPV: Ministério da Saúde lança nova campanha — Foto: Ascom Sespa

A vacina contra o HPV entrou para o calendário de vacinação brasileiro há cinco anos e a taxa de cobertura vacinal do público-alvo nunca passou dos 50%.

 

Desde seu lançamento 4 milhões de meninas de 9 a 14 anos completaram o esquema de vacinação com as duas doses necessárias, totalizando 41,8% das crianças a serem vacinadas.

Os meninos de 11 a 14 anos foram incluídos na vacinação contra o HPV em 2017. Desde então, segundo o Ministério da Saúde, 2,6 milhões foram vacinados com a primeira dose (35,7% do público-alvo). Em relação à segunda dose, apenas 911 mil meninos receberam a vacina, completando assim o esquema de vacinação contra o HPV.

Em nota, o Ministério reforça ainda a importância da segunda dose da vacina para a garantia da eficácia. “É importante alertar que cobertura vacinal só está completa com as duas doses, por isso quem tomou a primeira dose deve voltar aos postos após seis meses”, disse em nota a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

A ideia da campanha é convocar pais e adolescentes para se vacinarem e tomarem a segunda dose. A vacina contra o HPV faz parte do calendário de rotina do SUS: “A campanha é importante para lembrar as pessoas sobre a necessidade da vacinação, esclarecendo o que é mito e boato, e informações verdadeiras, baseadas em estudos científicos”, disse Domingues.

Prevenção contra o câncer

Em 2018, a estimativa do Inca é que sejam mais de 16 mil novos casos de câncer de colo de útero.

São mais de 100 tipos de vírus, dos quais 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis. Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção.

Segundo o Ministério, a vacina usada no Brasil previne 70% de cânceres do colo útero, 90% de câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais. A vacina é segura e não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

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